O Streptococcus sobrinus e como o xilitol o impede

Se chegou até aqui, provavelmente quer saber mais sobre a bactéria Streptococcus sobrinus e sobre o seu papel na saúde oral.

Apresentamos-lhe os aspetos mais importantes desta bactéria e explicamos por que motivo está frequentemente associada ao aparecimento de cáries dentárias.

Streptococcus sobrinus: características e efeitos

Streptococcus sobrinus é uma das principais bactérias associadas ao desenvolvimento das cáries dentárias, juntamente com Streptococcus mutans.

As suas principais características são:

  • Produz grandes quantidades de ácidos quando metaboliza os açúcares da alimentação.
  • Contribui para a desmineralização do esmalte dentário.
  • Participa na formação da placa bacteriana.
  • É uma bactéria acidogénica, porque produz ácidos, e acidúrica, porque consegue sobreviver em ambientes muito ácidos.

Porque favorece o aparecimento de cáries?

Quando metaboliza açúcares, especialmente a sacarose, S. sobrinus produz ácido láctico e outros ácidos orgânicos.

Estes ácidos fazem diminuir o pH da boca e favorecem a desmineralização do esmalte dentário. Se este processo se repetir frequentemente ao longo do tempo, aumenta o risco de aparecimento de cáries.

Embora S. mutans continue a ser a espécie mais estudada e mais associada às cáries, vários estudos mostram que a presença de S. sobrinus pode estar relacionada com um maior risco de desenvolver lesões de cárie mais extensas.

Como pode o xilitol ajudar?

O xilitol não é fermentado pelas bactérias responsáveis pelas cáries, pelo que não contribui para a produção de ácidos.

Além disso, vários estudos sugerem que o consumo regular de xilitol pode reduzir a atividade e a quantidade de bactérias como S. mutans e S. sobrinus na placa bacteriana.

O xilitol também estimula a produção de saliva. Um maior fluxo salivar ajuda a neutralizar os ácidos presentes na boca, favorece a remineralização do esmalte e contribui para manter um ambiente oral mais equilibrado.

Em resumo

Streptococcus sobrinus é uma das bactérias mais associadas ao desenvolvimento das cáries, devido à sua elevada capacidade de produzir ácidos e de sobreviver em ambientes ácidos.

Uma boa higiene oral, a redução do consumo de açúcares e o consumo regular de xilitol podem contribuir para manter uma microbiota oral mais equilibrada e reduzir os fatores associados ao desenvolvimento das cáries.